Exercício Físico e Imunidade

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose!”


A prática regular de exercício físico pode ser benéfica para a saúde, porém, parâmetros como volume e intensidade devem ser observados em sua prescrição para que dele se obtenha os melhores resultados.


Durante a prática de exercício, várias subpopulações de leucócitos (células imunológicas) são alteradas e recrutadas de acordo com a intensidade e duração da atividade desempenhada.

De uma maneira geral, o exercício de intensidade moderada, praticado regularmente, melhora a capacidade de resposta do sistema imunológico promovendo proteção contra infecções causadas por microrganismos intracelulares.


Em contrapartida, exercícios com alta intensidade ou longa duração praticados sob condições estressantes provocam um estado transitório de imunossupressão (diminuição da imunidade) devido ao elevado estresse metabólico e aumento do cortisol. Isso faz com que sejam liberadas elevadas concentrações de citocinas antiinflamatórias visando diminuição dos danos no tecido muscular resultantes da inflamação ocasionada pelo exercício físico nos músculos, causando então aumento da susceptibilidade do organismo a infecções.

É como se o exercício físico intenso disparasse um falso alarme no organismo estimulando o sistema imune a deslocar células para combater um inimigo inexistente e fazendo com que o indivíduo fique desprotegido até que o organismo consiga reorganizar-se.
Por isso então, dependendo da dose, o exercício físico pode ser “remédio” (exercício moderado e praticado regularmente causando melhora da imunidade) ou “veneno” (exercício muito intenso ou com duração muito longa causando piora momentânea da imunidade).

Clair Azzolini Filho
CRM PR 24149 / RQE 18809

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