Felicidade x Dor

O homem saiu das cavernas e hoje mora num emaranhado complexo  de prédios e casas chamado cidades. Quanta evolução! Sim evoluímos muito, mas será que somos mais felizes do que quando vivíamos nas cavernas? Esse é um questionamento que faz Yuval Noah Harari, um professor Israelense, em um de seus livros: Sapiens- Uma breve história da humanidade.

A leitura nos faz refletir sobre vários aspectos da existência humana. Os humanos involuíram em vários aspectos, como por exemplo a consciência plena de um determinado momento, do som, do sabor e do odor. Disso dependia a nossa sobrevivência. Atualmente, estamos sem foco. Temos alimentos em abundância, mas comemos as pressas, sem saborear, ou apreciar os aromas, provavelmente, fazendo outras coisas ao mesmo tempo, como olhar o celular ou a TV. Podemos conhecer os vários lugares do mundo, de forma rápida, mas paramos de apreciar a natureza, em sua plenitude, para olhar o lugar pela tela do celular.

Os caçadores-coletores, homens que nos antecederam, tinham poucas preocupações, que eram, caçar o alimento e procurar um abrigo para se proteger do tempo e das ameaças de outros animais. Passavam grande parte do tempo descansando e convivendo com os seus. Não existia obesidade. Comíamos apenas o necessário.

Por outro lado diminuímos a mortalidade infantil e temos uma expectativa de vida muito superior ao que tínhamos hà 100 anos atrás.

O autor também nos faz pensar, sobre o que estamos fazendo com os animais, os quais criamos em regimes torturadores, para servirem de alimento. Se de fato existir uma “mãe natureza”, ela deve estar horrorizada com o que fazemos para sobreviver. Exterminamos muitas espécies de animais, inclusive do nosso próprio gênero. Modificamos o mundo em que vivemos de forma drástica. E qual é o objetivo de tudo isso? Para sermos mais felizes?

Desde a revolução industrial, somos escravizados por um horário, que compreende as melhores horas do dia, por tarefas diárias que ocupam o nosso cérebro, e por tantos afazeres, que estamos apenas vendo o tempo passar e nos esquecendo de viver.

Somos acometidos por desconfortos em forma de dor em várias partes do nosso corpo, inclusive nas articulações da boca, que estão diretamente relacionadas aos nossos dentes. Desenvolvemos DTMs, bruxismo, onde desgastamos ou quebramos nossos dentes de forma acelerada, tumores e processos inflamatórios. O apertamento, oriundo do bruxismo, faz com que os dentes mudem de posição. Isso tudo está relacionado ao nosso bem-estar e felicidade. Está relacionado a qualidade do nosso sono. Enfim, nosso organismo é altamente influenciado pelo nosso grau de felicidade e preocupações.

Em momentos de crises ou pandemias, como a que estamos passando, é comum termos um aumento de problemas bucais, seja diretamente pelo stress, pela falta de cuidados com a boca e os dentes, aumento do consumo de álcool e fumo e a falta de acompanhamento com o dentista.

O texto é para trazer a reflexão de como estamos conduzindo a nossa existência. O livro aborda aspectos da existência humana, desde onde se tem conhecimento. Comentei apenas alguns fatores.  É um livro que não vale a pena ser resumido. Indico a leitura.

André Zambonato
Mestre em Ortodontia
andrezambonato.com

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