O Viés da Informação

Quando falamos em ciência, vem a nossa mente muitas pesquisas envolvendo os mais diversos assuntos da natureza humana. Os resultados são estudados profundamente, vistos e revistos, acompanhados a longo prazo, para então serem validados e acreditados e assim serem publicados em revistas científicas e outros meios de divulgação para que sirvam de parâmetro para outros utilizarem.

Toda a ciência parte de uma ideia. Os primeiros resultados da ciência são as observações do desenvolvimento, que tiveram início naquela ideia. E esse resultado chama-se “fato”. O fato pode virar uma referência que será usada para mudar a humanidade, melhorando a qualidade de vida ou salvando vidas, nos casos relacionados a saúde, ou pode apenas servir de referência para outros estudos comparativos, sem valor real.

Toda minha vida profissional foi baseada em “evidências científicas”. Porém, aprendi com a maturidade, que as evidências são defendidas por grupos diversos, seguindo seus próprios interesses, e que sofrem manipulações para se adequarem a estes interesses. Nem sempre de má-fé, mas também, nem sempre de boa-fé.

Já falei sobre este assunto tempos atrás e estou retornando a ele pelo que estamos vendo agora, depois de mais de dois anos de pandemia do C0vid 19. Vários estudos estão sendo publicados com resultados, creditando os efeitos positivos, de medicamentos que foram empregados para salvar vidas das pessoas que poderiam ter tido complicações. Porém existiu um grupo de céticos, que nenhuma contribuição deram para ajudar, a não ser criticar os profissionais que estavam tentando salvar mais vidas. Entendo que os profissionais que eram contra o “tratamento precoce”, se basearam no que havia sido publicado na época, que desabonava o uso de tais medicamentos, por terem “provado” ser ineficazes.

Então por que houve tanta discussão a esse respeito? Existe aqui o que chamamos de “viés da informação”. Os estudos que foram publicados, foram feitos em hospitais, ou seja, os pacientes que iam ao hospital, já estavam em estado grave. Os que medicaram seus pacientes, tão logo fossem diagnosticados com a doença, tiveram mais sucesso, pois os pacientes não precisavam chegar ao hospital. E esses relatos foram usados por muitos profissionais, que com bom senso acreditaram nos “fatos”.

Temos que valorizar a ciência baseada em evidências, mas também temos que entender, que o viés da informação, muda os fatos, e estes criam novam evidências ao passar dos anos.

https://www.instagram.com/andrezambonato/

André Zambonato
MESTRE EM ORTODONTIA
https://www.instagram.com/andrezambonato/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.